Procura por ajuda emocional aumenta na pandemia, diz coordenador do CVV de Franca (SP)

Há 59 anos, o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece para muitas pessoas, uma porta de entrada para um recomeço, livre dos dramas que podem levar à morte. Para quem sofre com doenças como a depressão ou tiveram algum problema que o tenha afetado emocionalmente, como a perda de alguém querido, o atendimento prestado pelo CVV, pode ser a chave para virar o jogo.

Para o coordenador do CVV em Franca (SP), com a chegada da pandemia de Covid-19, houve aumento na procura por ajuda. “Toda vez que acontece alguma coisa que impacta a sociedade, como é o que ocorre agora com a Covid-19, a sociedade sente. As pessoas ficam mais fragilizadas emocionalmente, então com isso, a procura pelo nosso trabalho como CVV aumenta. As pessoas precisam desabafar, falar dos seus problemas, com estão se sentindo, e não foi diferente dessa vez”, disse Ildebrando Moraes ao comentar que mais pessoas tiveram conhecimento do trabalho realizado por eles.

Segundo dados divulgados pelo CVV, de 2019 para 2020, houve um crescimento de 4,1% nos atendimentos via telefone 188, passando de 2.978.000 para 3.100.000. Na procura por chat ou e-mail, o aumento foi ainda maior, 9,3%, saltando de 183.000 para 200.000, em todo o país.

Ao todo, os chamados aumentaram 4,4%, passando de pouco mais de 3,1 milhões para 3,3 milhões, durante o período. “Desde que iniciou a pandemia, do ano passado pra cá, nós comparamos alguns dados, percebemos um aumento na procura em torno de 4% e no nosso voluntariado, de 7%”, destacou Moraes.

Seja voluntário

Na cidade, o CVV conta hoje com 12 voluntários e no Brasil, são cerca de 4.500, preparados para melhor atender e dar apoio para quem mais precisa. Um programa oferece treinamento e até cursos para quem deseja ser voluntário.

Mas para ser um voluntário, é preciso passar pelo PSV (Programa de Seleção de Voluntários), onde a pessoa a partir dos 18 anos, se inscreve e passa a frequentar o curso, que vai dar a ela, toda a habilidade de escuta, de ouvir o outro. Não é necessário ter formação acadêmica específica.

“Nosso voluntários estão sempre em treinamento, nós temos reuniões, grupos de estudos, que nos ajuda a ouvir atentamente a pessoa que precisa. O CVV dispõe de cursos também para a sociedade, através do voluntário CVV, pode por um curso a apreender a ouvir o outro”, ressaltou Moraes.

Por conta da pandemia, o CVV não está atendendo presencialmente. Quem tiver interesse em ser um voluntário, pode enviar um e-mail para: franca@cvv.org.br e deixar seus contatos que os responsáveis retornam com mais informações sobre datas da abertura dos cursos e seleções.

Ouça nosso Podcast abaixo:

 

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