Primeiro dia de lockdown tem ruas ‘desertas’ e quase tudo fechado em Franca (SP)

No primeiro de lockdown, Franca (SP) amanheceu bem diferente nesta quinta-feira (27). As principais ruas e avenidas estavam praticamente desertas e os estabelecimentos, em sua maioria, fechados. As medidas mais duras decretadas pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB) seguem até o dia 10 de julho e visam conter o avanço da pandemia de Covid-19 na cidade.

Para quem passava pela área central, deparou com poucas pessoas caminhando ao redor das praças Nossa Senhora da Conceição e Barão. Lojas, farmácias e outros comércios com as portas fechadas e os bancos abertos apenas para uso dos terminais eletrônicos.

A reportagem do Palavra Franca ouviu moradores que aprovaram o lockdown. “Acho que todos precisam entender que está perigoso. Se todo mundo respeitar, usar máscara, mais cedo isso tudo vai acabar”, disse o aposentado José Carlos, de 65 anos, que fazia uma caminhada.

Outro ponto de intensa movimentação de pessoas, o terminal de ônibus “Ayrton Senna” ficou vazio, já que a circulação do transporte público está suspensa durante o período de lockdown. Supermercados também fechados, apenas com delivery (entrega a domicílio), o mesmo valendo para lanchonetes e restaurantes.

De acordo com o decreto municipal, publicado no Diário Oficial na última quarta-feira (26), em caso de desobediência às regras, os infratores poderão responder por crimes contra a saúde e administração pública, em geral, com multas que podem chegar a R$ 290 mil, apreensões de equipamentos, interdições de estabelecimentos e processos administrativos, que dependendo da gravidade, poderão resultar até em prisão, tendo em vista que serão encaminhados ao Ministério Público para apuração.

Franca tem atualmente, 623 óbitos e 28.876 contaminados pelo novo coronavírus, com 24.989 pessoas recuperadas, desde o início da pandemia.

Fotos: Palavra Franca

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